Com Nathalie Stutzmann. Um bis na Sala São Paulo, 25/9/16. Foto: Claudia Cavalcanti.
Próximos eventos

São Paulo: 20/07
Casa de Francisca/ Palacete Teresa
Pós Você e Eu - Lívia e Arthur Nestrovski

Ilhabela: 05/08
Festival de Vermelhos
Show de Lívia e Arthur Nestrovski
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Arthur Nestrovski Diretor Artístico da Osesp
Arthur Nestrovski é o Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), desde 2010. Para a programação de concertos e outras atividades da Orquestra, acesse www.osesp.art.br  

Pós Você e Eu: CD novo com Lívia Nestrovski
Saiu em 2016 o CD de Lívia e Arthur Nestrovski: Pós Você e Eu (selo Circus). Sempre em arranjos para voz e violão, o disco reúne parcerias de Arthur com Luiz Tatit e Eucanãa Ferraz, versões de Schubert e Schumann, e clássicos do cancioneiro brasileiro (Ary Barroso, Ernesto Nazareth/ Wisnik e Arrigo Barnabé, entre outros) e norte-americano. 

Nestrovski Diretor Artístico do Festival de Campos do Jordão
Arthur Nestrovski é o Diretor Artístico do Festival de Inverno de Campos do Jordão, desde 2012. Administrado pela Fundação Osesp, o maior festival de música clássica da América Latina recebe cerca de 200 alunos e 50 professores do Brasil e outros países e apresenta cerca de 80 concertos na capital e em Campos do Jordão, ao longo do mês de julho.

DVD TatitWisnikNestrovski
Saiu em 2012 o DVD TatitWisnikNestrovski - O Fim da Canção (selo SESC). Gravação ao vivo de show dos três compositores, com participação especial do cantor Celso Sim, mais Marcelo Jeneci, Jonas Tatit, Marcio Arantes e Sérgio Reze. Direção de Daniel Augusto.

Veja o clipe de ''Retrato de uma Senhora"
Livro vencedor do Prêmio Sylvia Orthof de Literatura Infantil da Fundação Biblioteca Nacional 2014

Pelo Nariz
Arthur Nestrovski, ilustrações: Marcelo Cipis
Cosac & Naify 2014
Leia na seção TEXTOS  

Sobre Bob Dylan, Prêmio Nobel de Literatura 2016
Que o prêmio tenha gerado tanta controvérsia, para não dizer tanta violência; que a importância da canção como gênero próprio de poesia – palavra cantada – não seja plenamente reconhecida nem mesmo entre nós, que desfrutamos de uma tradição tão extraordinária nesse campo; que a dimensão de Bob Dylan como poeta americano, no sentido ao mesmo tempo estrito – um virtuose do artesanato da poesia – e amplo – um bardo visionário na linhagem de Whitman e Hart Crane; que não seja, afinal, tão conhecida a riqueza dessa obra, onde se cruzam de modo único as vertentes mais diversas da poesia e da música, de Yeats e Tennyson a Woody Guthrie, Robert Johnson e um cauladoso rio do rock do qual ele mesmo é uma das fontes; que a poesia cantada, numa história que remonta ao canto gregoriano e aos trovadores, sem falar nas milenares artes da literatura oral ao redor do mundo, ainda precise pedir licença, entre os que nunca lhe prestaram atenção; que não se reconheça no prosador de Chronicles: Volume 1 (2004) aquele que é também o maior cancionista da sua língua – de modo análogo ao tratamento que se dispensa ao maior romancista brasileiro da atualidade, que acontece também de ser o maior compositor de canções; que surpreendentemente não se tenha comentado tanto o papel desse prêmio em promover as mais urgentes causas libertárias, encarnadas como poucos nesse poeta-cantor; tudo isso só faz comprovar o acerto do prêmio, raras vezes tão pertinente como nessa edição. Viva Dylan – e viva também a canção popular brasileira, que para nós, pelo menos, ganha um pouco esse Nobel junto com ele.

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