Arthur e Lívia Nestrovski, no Festival Mário de Andrade (SP), 2019. Foto: Claudia Cavalcanti.
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Entrevista
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Tudo Tem a Ver: livro novo de Arthur Nestrovski
Acaba de sair a antologia Tudo Tem a Ver (ed. Todavia), que reúne 30 ensaios e outros textos sobre música e literatura -- de Debussy a Philip Roth, de Tom Jobim a Coleridge, de Beethoven e Schumann a Nabokov e Borges --, publicados ao longo dos últimos 35 anos, além de uma seção inédita com reflexões sobre a vida de editor, de tradutor, de professor, de crítico, de músico, de diretor de orquestra. 

Arthur Nestrovski Diretor Artístico da Osesp
Arthur Nestrovski é o Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), desde 2010. Para a programação de concertos e outras atividades da Orquestra, acesse www.osesp.art.br  

Pós Você e Eu: CD com Lívia Nestrovski
Saiu em 2016 o CD de Lívia e Arthur Nestrovski: Pós Você e Eu (selo Circus). Sempre em arranjos para voz e violão, o disco reúne parcerias de Arthur com Luiz Tatit e Eucanãa Ferraz, versões de Schubert e Schumann, e clássicos do cancioneiro brasileiro e norte-americano. 

Coisas Que Eu Queria Ser: nova edição
Acaba de sair, para crianças de todas as idades, COISAS QUE EU QUERIA SER. Parceira de Arthur Nestrovski com a ilustradora Maria Eugênia, publicado originalmente em 2003 pela CosacNaify, o livro ganha nova edição pela Companhia das Letrinhas. 

Livro

Música (fotografias). São Paulo: Circus, 2017.
224 pp.
www.circusproducoes.com.br/nestrovski
Leia na seção TEXTOS  

Sobre Bob Dylan, Prêmio Nobel de Literatura 2016
Que o prêmio tenha gerado tanta controvérsia, para não dizer tanta violência; que a importância da canção como gênero próprio de poesia – palavra cantada – não seja plenamente reconhecida nem mesmo entre nós, que desfrutamos de uma tradição tão extraordinária nesse campo; que a dimensão de Bob Dylan como poeta americano, no sentido ao mesmo tempo estrito – um virtuose do artesanato da poesia – e amplo – um bardo visionário na linhagem de Whitman e Hart Crane; que não seja, afinal, tão conhecida a riqueza dessa obra, onde se cruzam de modo único as vertentes mais diversas da poesia e da música, de Yeats e Tennyson a Woody Guthrie, Robert Johnson e um cauladoso rio do rock do qual ele mesmo é uma das fontes; que a poesia cantada, numa história que remonta ao canto gregoriano e aos trovadores, sem falar nas milenares artes da literatura oral ao redor do mundo, ainda precise pedir licença, entre os que nunca lhe prestaram atenção; que não se reconheça no prosador de Chronicles: Volume 1 (2004) aquele que é também o maior cancionista da sua língua – de modo análogo ao tratamento que se dispensa ao maior romancista brasileiro da atualidade, que acontece também de ser o maior compositor de canções; que surpreendentemente não se tenha comentado tanto o papel desse prêmio em promover as mais urgentes causas libertárias, encarnadas como poucos nesse poeta-cantor; tudo isso só faz comprovar o acerto do prêmio, raras vezes tão pertinente como nessa edição. Viva Dylan – e viva também a canção popular brasileira, que para nós, pelo menos, ganha um pouco esse Nobel junto com ele.

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