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SARABANDA: novo CD lançado
Lançado o novo CD de Arthur e Lívia Nestrovski: SARABANDA (Selo Circus). O disco reúne inéditas de Arthur com suas versões brasileiras de canções de Schumann e Schubert; e ainda letras inéditas para peças de Saint-Saëns (Cisne), Bach (Sarabanda) e Fernando Sor. 

SARABANDAS: no ar dia 26/12/20
Duas Sarabandas de Bach (1685-1750), uma extraída da Suíte n. 3 para Violoncelo; outra, da Suíte n. 2 para Alaúde, em transcrições para violão solo. Música essencial, interpretada de modo essencial também por Arthur Nestrovski. O EP faz eco ao CD de canções Sarabanda, com Lívia Nestrovski, lançado em setembro de 2020, e que inclui uma dessas Sarabandas em versão com letra original de Arthur.

Tudo Tem a Ver: Premio Acorianos de LIVRO DO ANO
Saiu em 2019 a antologia TUDO TEM A VER (ed. Todavia), que reúne 30 ensaios e outros textos sobre música e literatura -- de Debussy a Philip Roth, de Tom Jobim a Coleridge, de Beethoven e Schumann a Nabokov e Borges --, publicados ao longo dos últimos 35 anos, além de uma seção inédita com reflexões sobre a vida de editor, de tradutor, de professor, de crítico, de músico, de diretor de orquestra. Em dez. de 2020, o livro conquistou dois prêmios Açorianos (da cidade de Porto Alegre): Melhor Livro de Ensaios e Livro do Ano.

J. S. Bach, Sarabanda da Suíte n. 2 para alaúde solo. Vídeo: Claudia Cavalcanti.
Livro

Música (fotografias). São Paulo: Circus, 2017.
224 pp.
www.circusproducoes.com.br/nestrovski
Leia na seção TEXTOS  

Sobre Bob Dylan, Prêmio Nobel de Literatura 2016
Que o prêmio tenha gerado tanta controvérsia, para não dizer tanta violência; que a importância da canção como gênero próprio de poesia – palavra cantada – não seja plenamente reconhecida nem mesmo entre nós, que desfrutamos de uma tradição tão extraordinária nesse campo; que a dimensão de Bob Dylan como poeta americano, no sentido ao mesmo tempo estrito – um virtuose do artesanato da poesia – e amplo – um bardo visionário na linhagem de Whitman e Hart Crane; que não seja, afinal, tão conhecida a riqueza dessa obra, onde se cruzam de modo único as vertentes mais diversas da poesia e da música, de Yeats e Tennyson a Woody Guthrie, Robert Johnson e um cauladoso rio do rock do qual ele mesmo é uma das fontes; que a poesia cantada, numa história que remonta ao canto gregoriano e aos trovadores, sem falar nas milenares artes da literatura oral ao redor do mundo, ainda precise pedir licença, entre os que nunca lhe prestaram atenção; que não se reconheça no prosador de Chronicles: Volume 1 (2004) aquele que é também o maior cancionista da sua língua – de modo análogo ao tratamento que se dispensa ao maior romancista brasileiro da atualidade, que acontece também de ser o maior compositor de canções; que surpreendentemente não se tenha comentado tanto o papel desse prêmio em promover as mais urgentes causas libertárias, encarnadas como poucos nesse poeta-cantor; tudo isso só faz comprovar o acerto do prêmio, raras vezes tão pertinente como nessa edição. Viva Dylan – e viva também a canção popular brasileira, que para nós, pelo menos, ganha um pouco esse Nobel junto com ele.

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